MARIA VILANI GOMES é daquelas pessoas cuja voz, em vez de apenas escrever, planta. Nascida no Ceará e vivendo há quase cinquenta anos no Grajaú, zona sul de São Paulo, ela trilhou uma jornada focada na palavra, na educação e na mudança social através da arte.
Filósofa, pedagoga, poetisa e ativista cultural, ela fundou há mais de três décadas o CAPS Grajaú – Centro de Arte e Promoção Social, ponto de encontro e resistência que utilizava a casa da autora para rodas de conversa, saraus, cursos e ações para a comunidade. Lá, onde o governo muitas vezes não está, ela criou espaços de acolhimento e construiu meios coletivos de criação e identidade.
Autora de uma obra ampla e diversa, publicou livros de variados gêneros e colaborou em mais de dez antologias. Está presente em eventos literários importantes, incluindo o Festival LED, em que é embaixadora junto com o filho, o músico Criolo.
Reconhecida dentro e fora do Brasil, ganhou prêmios como a medalha de bronze no Salão de Artes Machu Picchu (Peru, 1989), o título de Mensageira da Paz pelo Marco da Paz (2013) e a cadeira 66 da Academia de Letras dos Professores da Cidade de São Paulo, onde é membra vitalícia.