O sapo que queria ser príncipe é um livro de memórias. Isso poderia ser verdade se o autor não fosse Rubem Alves.
Em sua obra, nada é assim tão simples de ser classificado. Suas memórias não são apenas memórias. Nestas páginas, as histórias do menino que deixa o interior de Minas Gerais para se aventurar pelo Rio de Janeiro são verdadeiras pérolas de sabedoria. O estilo do autor transforma cada relato em uma deliciosa lição de vida repleta de filosofia e poesia. Terminamos o livro com vontade de querer saber como tudo aquilo continuou.
Como o pastor virou escritor, não abandonando a religião, mas trazendo o que ela tem de melhor para mais perto de todos através da literatura. Ler as memórias de Rubem Alves é um privilégio.
De filósofos da Antiguidade a pensadores da contemporaneidade, muito já se escreveu sobre a felicidade: Platão, Epicuro, Kant, Nietzsche, Freud, Lacan, Byung-Chul Han – cada pensador deixou sua marca nessa busca sem resposta definitiva.
Em A felicidade – para além da ilusão, o psicanalista e escritor argentino Gabriel Rolón retoma essa tradição e questiona os discursos atuais que vendem a ideia de uma vida plena e sem dor. No lugar de promessas fáceis, traz um olhar lúcido sobre a experiência humana: viver é lidar com a falta, com a imperfeição e com o sofrimento inevitável, sem que isso nos prive de instantes de plenitude.
Unindo escuta psicanalítica a delicadeza de escritor, vemos o autor entrelaçar filosofia, literatura e casos reais de consultório para mostrar que felicidade e dor não são, necessariamente, inimigas – e que talvez seja preciso aceitar a fragilidade da vida para se aproximar de uma felicidade possível. Como todo bom ensaísta, Rolón não define termos absolutos, convidando o leitor a pensar em termos relativos e desvendar a própria noção de felicidade.
Rubem Alves costumava dizer que as memórias mais vivas são aquelas que nos visitam sem serem chamadas; que estão guardadas dentro da gente, mas pertencem ao mistério do tempo: vêm quando querem, e trazem sabores, sons, rostos e sentimentos que pareciam esquecidos. É com esse espírito que ele revisita sua infância – e também seus medos e encantamentos – e transforma lembranças em literatura.
Cada página de O velho que acordou menino se mostra uma fresta aberta para os quintais de Minas Gerais, as casas repletas de vozes e as histórias ouvidas em volta do fogão a lenha. Aqui, o autor não fala apenas do passado; ele convida o leitor a reencontrar a própria criança interior, aquela que ainda é capaz de se maravilhar com as coisas simples da vida.
Este é mais que um livro de memórias: os textos aqui são moldados também a partir da imaginação, da fantasia e dos reencontros. Ao narrar suas lembranças, Rubem Alves nos oferece a chance de voltarmos a ser criança por algumas horas, e ouvir histórias que parecem ter sido escritas com pedaços de nossa própria vida. Como ele mesmo gostava de dizer, as infâncias são diferentes, mas os sentimentos que as habitam são universais.
O Paidós foi criado na Argentina há 75 anos, quando dois professores universitários decidiram publicar Carl Gustav Jung pela primeira vez no país, o selo passou a integrar o Grupo Planeta em 2003 e hoje conta com mais de 2 mil títulos lançados na Espanha e em países da América Latina. De origem grega, a palavra “paidós” significa “criança”. Nós acreditamos que assim como uma criança, nunca podemos parar de questionar a realidade ao nosso redor; precisamos discutir e buscar perguntas certeiras para as principais questões da humanidade.
E é por isso que o nosso selo editorial Paidós traz obras de psicologia e outras áreas de ciências humanas que te ajudarão a encontrar as respostas e, principalmente, mais perguntas. Pois são elas que fazem o mundo girar.